Mostrando postagens com marcador Variedades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Variedades. Mostrar todas as postagens

4 de março de 2013

12 de março de 2012

Emoticons do Johnny Overjoy

Como instalar no MSN:
1) Clique com o botão direito no emoticon que você quer instalar e clique em "Salvar imagem como";
2) Salve o arquivo em qualquer lugar (mas lembre-se de onde você salvou!);
3) Entre no MSN e abra uma janela de chat qualquer (pode até ser um contato off-line);
4) Clique no ícone de emoticons e clique em "Mais";
5) Clique no botão "Criar";
6) Clique em "Localizar imagem" e abra o arquivo que você salvou no passo 2;
7) Escolha um atalho de teclado para o seu novo emoticon e pronto!

Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic
Image and video hosting by TinyPic

26 de dezembro de 2011

30 de janeiro de 2011

Cidades e Seus Nomes

     Quando eu era criança, ainda na escola primária, eu aprendi que o nome da minha cidade significa “pedra pontiaguda” em Tupi, devido a uma pequena montanha nas redondezas. Essa informação, apesar de admitir que seja um tanto inútil, é de conhecimento de praticamente qualquer pessoa da minha faixa etária que viveu na cidade. Não sei dizer se isso foi algo que era ensinado só por aqui e também não sei se isso ainda é ensinado hoje em dia nas escolas, mas o fato é que esse era um dos conhecimentos mais básicos para os alunos da minha época.

     Saber a origem e o significado do nome da nossa cidade era algo muito valorizado pelos meus professores. No entanto, sou obrigado a admitir que a razão disso está além do meu conhecimento. Talvez quisessem estimular um sentimento de grupo ou união, talvez encorajar o nosso interesse por História ou etimologia, ou talvez até mesmo por razões um tanto mais ufanistas. Seja qual for o motivo, o fato é que, pelo menos para mim, isso foi algo que me fez (e ainda faz) refletir sobre o nome das cidades. Assim, acabou se tornando uma espécie de hobby para mim procurar a origem dos nomes das cidades.

     Relacionei abaixo dois exemplos de cidades cujos nomes são em si peculiares e que têm origens interessantes.


     Havia, no norte de Minas Gerais, um pequeno vilarejo chamado Milagres de Jesus (ou, freqüentemente, apenas “Milagres”), que era parte da cidade de Carlópolis. Em meados dos anos 1820, o americano Washington Alexander Cooper (pronunciado “cúper”) se mudou para o vilarejo, atraído pelas muitas minas de ouro recém descobertas no local. Logo que se instalou em Milagres, Washington Cooper se deparou com as terríveis condições em que viviam os seus companheiros trabalhadores das minas. O seu espírito revolucionário, aliado à sua avidez por justiça, logo fez com que se tornasse um importante defensor dos mineiros, buscando condições mais dignas para a sua classe. Vendo também grande potencial em Milagres, Washington defendia que o vilarejo devia se emancipar de Carlópolis, o que se tornava um anseio crescente entre a população do vilarejo.

     Toda essa mobilização política e social de Washington Cooper fez com que ele fosse odiado pelos poderosos de Milagres e Carlópolis. Durante vários anos, ele sofreu atentados, passou por terríveis privações e foi repetidas vezes vítima de agressão e tortura. Todo esse sofrimento de Washington fez com que ele recebesse a alcunha de “coitadinho” (ou apenas “tadinho”, segundo o linguajar local).

     Infelizmente, apesar dos seus incansáveis esforços, Washington Cooper nunca viveu o suficiente para ver o seu vilarejo se tornar independente. Isso aconteceu apenas em 1863, cinco anos após a sua morte.  Porém, os novos fundadores decidiram que seria uma boa idéia batizar a nova cidade homenageando Washington Cooper e também reconhecendo todo o seu esforço e o sofrimento por que passou lutando pelo vilarejo. E essa é a origem do nome da cidade mineira de Coopertadinho.


     Em 1912 nascia Teobaldo Henrique do Rego, na cidade litorânea de Cambotirica da Serra, no Rio de Janeiro. Sua família e amigos o chamavam simplesmente de “Teo” (pronunciado “têu") e, desde muito novo, ele se interessava por navios, principalmente os de guerra. Portanto, não foi surpresa para ninguém quando o jovem Teo se alistou na marinha assim que completou 18 anos.

     Profundamente apaixonado pelo mar e pela vida militar, Teo subiu de patentes rapidamente. A sua consagração, no entanto, veio com a 2ª Guerra Mundial, quando foi considerado herói de guerra após os seus extraordinários feitos nas Batalhas de Irineus, Porlipéia e Maraqueus, e foi agraciado com diversas homenagens e condecorações. Até os dias atuais, as manobras e táticas do Capitão Teo são estudadas e ensinadas na Academia Naval Brasileira (ANB).

     Depois de uma longa e brilhante carreira militar, Teo se aposentou com o título de Comodoro (também conhecido como “Capitão-de-Mar-e-Guerra”) e retornou para a sua cidade natal. Mas a fama o perseguiu até Cambotirica da Serra. Os seus feitos eram admirados tanto pelos militares quanto pelos civis. O seu prestígio era tamanho que a pequena cidade foi, por três vezes, visitada pelo presidente da república. A influência do Comodoro foi incrivelmente benéfica para a sua cidade, que, fortificada principalmente pelo turismo gerado pela sua presença, prosperou muito desde o seu retorno.

     Em 1990, trazendo grande comoção em todo o país, o famoso militar de Cambotirica da Serra faleceu, aos 78 anos de idade. Após um plebiscito, os governantes da cidade mudaram o seu nome a fim de homenagear o seu herói nacional. E foi assim que a cidade de Cambotirica da Serra passou a ter o nome atual: Comodoro Teo Rego.

24 de maio de 2010

Depois do Verbo

     No início era o verbo. Depois apareceram os substantivos, adjetivos, advérbios... E tudo virou um caos infinito. As figuras de linguagem só vieram para piorar a situação: se você diz a alguém o contrário do que quer dizer para que se interprete o contrário do que se diz, isso não é absurdo: é ironia.
     Não é de se admirar que as pessoas não se entendam. A linguagem humana é uma bagunça. Mas não há motivos para pânico: para ajudar as pessoas a se guiarem pelos tortuosos e obscuros caminhos da linguagem, é apresentada abaixo uma breve análise de algumas frases interessantes, principalmente do ponto de vista sociológico.

     Eu sou normal: qualquer pessoa flagrada dizendo “eu sou normal” deve ser instantaneamente declara louca. Ninguém com plena saúde mental tem necessidade de dizer isso. Se alguém tem que dizer que é normal, é porque a sua sanidade mental foi colocada em questão. E isso não costuma acontecer sem motivo. Mas, se, pensando agora, você lembrar que já disse isso, não se preocupe: de louco todo mundo tem um pouco. Conclusão: dizer “eu sou normal” implica em ser louco, o que é normal.

     É a sua palavra contra a minha: deveria existir uma lei específica para tratar dessa frase: “Emenda nº 5: qualquer pessoa que diga ‘é a sua palavra contra a minha’ deve ser automaticamente considerada culpada por quaisquer acusações que lhe estejam sendo imputadas”. Nenhuma pessoa inocente já disse “é a sua palavra contra a minha”. Isso é uma confissão de culpa. É como dizer “você sabe que eu sou culpado; eu sei que eu sou culpado; todo mundo sabe que eu sou culpado. Mas e daí? Você não tem como provar nada”. É interessante notar, também, que a frase tem um sádico efeito psicológico: não só se admite livremente a culpa, como também é possível se deleitar com a impotência do outro.

     Você me acha bonito(a) ou inteligente?: corra. Se alguém lhe perguntar isso, corra sem nem olhar para trás. Não existe jeito no mundo de se responder essa pergunta de forma satisfatória. Vejamos: “Nem bonito(a), nem inteligente” ― essa, com certeza, é a pior de todas as respostas, mas, em geral, é a mais sincera, afinal, alguém que faz essa pergunta deve ter algum tipo de complexo quanto a ser bonito(a) ou inteligente, e deve ter um motivo para isso; “Você é bonito(a)” ― você acabou de dizer que a pessoa burra; “Você é inteligente” ― inversamente, a pessoa é feia; “Você é bonito(a) e inteligente” ― essa resposta parece a melhor, mas, infelizmente, ela nunca é aceita: a pessoa sempre vai fazê-lo(a) escolher uma das opções, levando-o(a) fatalmente a uma das três alternativas anteriores. Pode-se, ainda, tentar mudar convenientemente de assunto: “Você me acha bonito(a) ou inteligente?” “Olha que passarinho bonito!” Inventivo, mas, infelizmente, isso tende a ser interpretado como “nem bonito(a), nem inteligente”. Portanto, se alguém perguntar se é bonito(a) ou inteligente, corra. Por mais estranha que seja a súbita debandada, é melhor do que qualquer resposta.

     Se você for homem...: não é realmente uma frase, mas uma espécie de “prefixo frasal”. O que torna esse início de frase interessante é a sua conclusão. O tamanho do desafio é diretamente proporcional ao tamanho da estupidez proposta: quanto mais idiota a conclusão, mais desafiadora fica a frase, e mais difícil de ignorá-la. Se alguém disser “se você for homem, você ganha o Prêmio Nobel da Paz”, a frase é facilmente ignorada. Mas, se alguém disser “se você for homem, você entra na torcida do Corinthians vestindo o uniforme do Palmeiras”... “Eu sei que é idiota, eu não quero fazer isso, eu não vejo por que fazer isso, eu nem gosto de futebol e eu nem torço para o Palmeiras... Mas, por algum motivo, eu tenho que fazer isso”. É possível, também, encontrar a variante feminina: “se você for mulher...”. No entanto, ela é bem mais rara (e consideravelmente menos poderosa). Desse tipo de frase pode-se tirar uma conclusão: aparentemente, na nossa sociedade, a masculinidade está intimamente ligada à estupidez dos atos. Talvez algum dia a Sociologia possa explicar isso.

     Pior do que isso não pode ficar: não se engane: pode sim. Qualquer pessoa que tenha conhecimentos rudimentares sobre a Lei de Murphy sabe disso: nada é tão ruim que não possa piorar. “Perdi tudo o que tinha na vida. Pior do que isso não pode ficar”. Você pode ficar doente. Você pode morrer. Você pode ir para o inferno. Sua sogra pode estar lá... Sempre pode piorar. Mas isso não é necessariamente um pensamento pessimista. A frase, na verdade, pode ser vista como uma espécie de “carpe diem” disfarçado: aproveite a sua situação atual, pois, por pior que ela seja, amanhã pode estar pior.